quinta-feira, 24 de julho de 2008

Histórias de minha vida...

Há quatro anos atrás, eu morava com minha irmã, meu pai, minha sobrinha e dois cachorros. Tinha emprego "bom", meu carro, minha amigas, minhas noitadas. Meus relacionamentos eram intensos, outros nem tanto, mas sempre iam na mesma velocidade que chegavam. Eu sofria... Uma semana depois estava de pé, na balada, vivendo minha vida e já tratando o relacionamento anterior como um passado completo, na maioria das vezes.
Em 2004, especialmente, eu aprendi a não sofrer mais como antes. Não foi nenhum caso especial, foi simplesmente o fato de me olhar no espelho e me achar bonita. De saber que sou inteligente, de sentir que eu sou diferente.
Passei a gostar tanto de mim, mas tanto, que nem eu me aguentava mais! Saía tirando onda por aí mesmo, mas no final, não ficava com ninguém! Fiz vários amigos homens, às vezes de propósito, só pra fazer o mal. Era engraçado ver a reação deles, virou um vício.

Só que, como sempre, quem brinca com fogo se queima. Me queimei feião. Acabei conhecendo um cara que me fez ter vontade de ficar com ele. Larguei a vida de malvada da night e comecei a namorar. Ficamos juntos até eu descobrir suas safadezas via internet. Nossa, vida dupla não dá. E a "inteligentona" aqui, descobriu por acaso. O que aconteceu? Pé na bunda dele.

Era início de 2005. Voltei pra balada. Com uma sede MAIOR de fazer o mal pra esses panacas que antes. "Homem não presta mesmo, vão todos se f..."

Uma dia, um colega meu de 2 grau estava voltando em Manaus pra um trabalho temporário e me achou no Orkut. Eu nem me lembrava dele na verdade, mas disse que ele poderia me ligar pra ele "reconhecer" a cidade. Que seria bem-vindo.
Quando eu o vi, assustei com a mudança: 1,92 de altura, cabelos cacheados, barbicha (de bode?) e metaleiro. Ele era o nerd da minha sala, de cabelinho cortado, virado pro lado, cheio de espinhas e que adorava as aulas de Física. Quem te viu, quem te vê!

Saímos muito. Mostrei a ele quase todos os lugares que eu gostava de ir. Sua companhia era excelente! Sempre muito educado, ótimas conversas...
Ele começou a passar os domingos lá em casa, no início, a desculpa era a internet. Meu pai estava viajando, caiu como uma luva! Comecei a sair só com ele, quase todos os dias... até que um dia.. não teve mais jeito. Novamente o bichinho do amor me mordeu. Já estava completamente apaixonada por aquele ser esquisito.

Ele me fez esquecer as baladas, deixar minha família e amigas pra mudar de cidade. E não me arrependo de nada! Tá, ele me fez engordar também.. mas nada que uma dieta dê jeito (e já estou no terceiro dia!).

Hoje moramos com nossos 5 gatinhos e o que eu tenho a dizer pra ele, depois de tantas idas e vindas, de tanto momentos difíceis que passamos, é que eu o amo muito.. e que ele me faz muito feliz.

Obrigada por tudo, Kiko.









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Ah... enjoei da cara do meu blog. Quando eu tiver paciência vou mudar tudo aqui!

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Bjs!

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