terça-feira, 29 de abril de 2008

Abaixo-assinado de amor a Manaus


Toda cidade se habita
como lugar de viver.
Só Manaus é diferente
pois em vez de habitá-la
é ela quem me habita.

Queria esse privilégio
(ciúme comum de amante)
sem dividir com ninguém.

Mas além dos seus encantos
descobri que é generosa
na morada, em seu abrigo,
nos mimos de seus mistérios
há lugares para todos.

Aí se faz diferente
uma cidade de muitos
de bem-querer singular
levada pelo Rio Negro
nas suas águas lavando
um caso de amor plural.

Por isso, além do poeta,
a paixão vai assinada
na firma de muitos nomes
e de outros enamorados
seus amantes habitantes:

Toninho do Amarelinho, Mizito da Compensa, Ceiça de Flores, Soninha do Aleixo, Denisoca do Japiim, Fuluca do Educandos, Sagica de São Raimundo, Buda do Morro Liberdade, Mundica da Cachoeirinha, Juninho do Bairro do Céu, Coló do Céu, Coló de Petrópolis, Babá do Lírio do Vale, Dodó do Tarumã, Chiquilito da Ponta Negra, Osmir do Quarenta, Celito das Candongas, Jô do Beco do Macedo,, Jonga de Santa Luzia, Onça do Parque Dez, Nibito das Laranjeiras, Zezão do Santo Antônio, Maranhão do Luz de Guerra, Ednelza da Aparecida, Nestor da Praça 14, Torrito de la Mancha, Célio de las Cruces, Candoca da Bolívia, Natinho da Praia Dourada, Chiquinho do Coroado, Pipira do Zumbi, Jura da Cidade de Deus, Candinho do Jorge Teixeira, Sarita do Novo Israel, Mazinha do Manôa, Leãozinho do Shopping, Bibo da Alvorada, Mestre Zinho do Mar Azul, Bonates do D.Pedro, Manel Pingueleta, Caxanga de São Sebastião, Peronila da Bica, Vavá da Baixa da Égua, Bira dos Remédios, Boca de Bilha, Quase lindo do Pê Dez, Batata do Teatro, Caldinho do Mercadão, Poeta Pororoca, Dona Valdete do Tacacá, Azize do Quibe.


Aníbal Beça.

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